— “Crença NÃO, sou sã, muito obrigada”.

O Homo Sapiens sapiens faber concious olhando as gerações até ele, chegou pertinho da água pegando com a mão em concha um pouco dela, e gritou pra terra:

Terra!  Quer este brinco de crença que fiz com meu canino?

— “Crença NÃO, sou sã, muito obrigada”.

A vida é como um relâmpago   Os que têm medo dela não provam-na, e suas fantasias os prendem ao que não terão jamais em lugar algum.

Vou fazer uma justa homenagem à Terra e um toque a nós seres humanos sobre o cerne do perigo que nós podemos estar sendo por nós mesmos, lisonjeando-nos com fantasias que nos depredam enquanto esquecemos o autêntico romance que é a vida em nossa bela Terra.

http://www.flickr.com/photos/gsfc/4386822005/

Vou postar este texto no blog de um dos primers da equipe do Projeto de Bem-Estar Integral & Cenografia-Show Passos da Natureza, porque chegou o momento de nos olharmos como seres sobre um monte olhando a planície com nossas gerações.

Quando as linhas correrem tragam em sinceridade os olhos que vimos e que foram deixados de nós abruptamente, como os de Ayrton Senna, Bruce Lee, Michael Jackson, Américo Tordóya, Nikka Costa, Diana Spencer, John Kennedy, John Lennon, ou seu filho, ou sua amiga.

O cerne mais visceral dos problemas de nossa Civilização é esse:

Vemo-nos no folguedo de um arraial todo enfeitado, feito num descampado; e ali a gente vê um evento, uma situação, muito interessante.  Foi proposto que se levasse uma lata de vinte litros cheia de água por uma distância de 50 metros. E entre tantas pessoas, três delas ganharam bastante torcida.  Uma era uma fiel-em-crença, a outra uma pessoa distraída no modo de viver (que só  queria levar a vida sem maiores pretensões), e a terceira  uma pessoa-cientista (que dependia de si própria em tudo para produzir subsistência).

E havia um prêmio disposto pra o empenho na carreira deles ali.

O fiel-em-crença foi vestido com a roupa mais vistosa que tinha, o distraído nem ligou, ele queria era se divertir, e o cientista conseguiu ele mesmo uma roupa leve e reforçada nos pontos de atrito com a lata.  O fiel ficou com um sapato fino, de melhor couro, e sola lisa de festa de requinte; o distraído nem sequer ligou pra sapato, encarou a etapa com pé descalço mesmo; e o cientista ajustou um tênis que dava pra tocar a tarefa.

Na hora de começar, as três latas iam ser colocadas frente a cada um, todas com a mesma cor, e cada uma com vinte litros d’água.

Então de cada torcida saiu uma tropa pra empurrar (verificar as condições de seus respectivos representantes). 

A Terra e a nossa Civilização eram os conseqüentes finais que arcariam com os resultados e custos desse interessante evento. 

Os mandantes–de-crenças e sua tropa pediram um adiamento pra fazerem seus rituais, e convenceram as outras torcidas a assistirem uns rojões e a tomarem poções para terem confiança, e carraspanas pra se alegrarem mais do que todos já estavam.

Enquanto muitos estavam envolvidos com suas esperanças, os mandantes-de-crenças e os mais-fiéis de suas tropas tomaram-se da “proteção” da “vitória”; pois julgavam-se os mais importantes e o seu carregador-representante tinha de ser mais que os outros. 

O cientista percebeu alguma coisa naquele pretexto, pediu que se desse alguma atenção àquele procedimento, mas estava já todo mundo conformado. 

Então, por “milagre” a lata do fiel-em-crença se transformou em lata de papelão pintada com a mesma cor das outras, e vazia.  A lata do distraído estava justinha com sua cor e seus vinte litros (qualquer um que quisesse pegar podia ver e conferir).  E a lata do cientista foi “amaldiçoada” com conteúdo de chumbo, mas pintadinha com a mesma cor das outras (e de certos jeitos as pessoas eram desencorajadas a chegar perto dela).

Todos dispostos.  Lá estavam os representantes de suas fumegantes torcidas indo pra seus objetivos.  O distraído se esforçava o quanto podia; afinal depois de uns vinte metros a lata se torna bem difícil de carregar, mas ele ia indo, e sua torcida gritando.  O cientista mal pegou na lata, já arriou, olhou pro lado, e sem entender saiu se arrastando; e o pessoal se acabava de rir dele (até sua torcida logo se aborrecia “mas que sujeito murrinha e fraco esse”; “ele vai deixar o treco cair”).  A tropa dos fiéis-em-crença aproveitava e botava  côro, “que irresponsável, vai ver que tá cheio de cana”, e aconselhava e “trabalhava” a irritação das outras torcidas (“deve ter se esbaldado ao invés de ter orado e rezado como nosso representante”).  E gritava esponjada e empertigada: “Olha lá o ‘escolhido’!”.  E vinha ele, o “abençoado”, saltitando, jogando as pernas pro alto, assoviando, segurava a lata com uma mão só.   A torcida dele ia ao delírio, “Esse é que é o forte e poderoso”.

Nem do lado da tropa do cientista ninguém, mesmo vendo o fiel-em-crença quase girar a lata na ponta do dedo, se dava a refletir que aquilo tava exagerado.

E indo só uns quinze metros, cada um já recebia em baldes o que as torcidas assim provocadas achavam que mereciam.

E os professores torcedores dos cientistas ficavam mudos, cabisbaixos, não entendiam nada porque aquilo acontecia assim; enquanto a torcida do distraído se resignava e embalava dizendo “toca isso de qualquer maneira pra frente”.

Esse, meus caros, é o quadro e o resultado que temos: o fardo de nossos labores muito mal-pagos, nossa feiúra (civil, psicológica, e física), nossas cidades caídas, nossos rumos sob uma expectação muito ruim, que nos leva à cama incertos sobre nossos filhos, e nossos dias, pois a todos e a uns aos outros podemos enganar, mas a Natureza só nos diz: “Não é Assim”.   

Haddammann Veron Sinn-KLyss

25 de julho de 2010 – 21:56

 

 

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Sobre Sinn-Klyss

Precursor da Lógica Espacial - Autor e Instrutor da Cenografia-Show Passos da Natureza-Brasil. Autor do livro O ESPAÇO e a `Procedência do Movimento (sumido - tomado covarde e canalhamente por criminosos donos de religiões) - Autor do e-book Número-Primo--Arte & Natureza (Pela Simplicidade da Matémática). Pensador que conquistou para a espécie humana o Postulado do Par-Carga; a Ejeção de um hífen-energia (por conseguinte: O que é a Eletricidade); e que apresentou a explicação do que é a Gravidade demonstrando o fenômeno de Tolerância (a Influência neutra no teor dos pares-energia).
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